terça-feira, 28 de julho de 2009

ufa.doc

_ é, vc ainda não esqueceu...
_ tá foda.
_ isso em outra época já teria virado piada na sua vida, thalita.
_ o problema não é a época. É a pessoa. É ela.
_ cara, como que pode? Ela nem é seu tipo, já reparou? pensa, pensa friamente.
_ eu sei disso.
_ a única coisa que vocês têm em comum é a primeira letra do nome e um uniforme preto.
_ nem isso, o uniforme dela é um vestido rs.
_ imagino seu bom humor se você tivesse que trabalhar de vestido.
_ fico mal-humorada só de pensar.
_ aposto que nem um filme do Tarantino ela viu!
_ não sei. não tive tempo pra saber um monte de coisa. eu pensava que quando eu fosse até a casa dela, quando eu sentisse o cheiro do quarto dela, do lençol que ela dorme, esses cheiros que mostram quem a gente é, eu chegaria mais perto das coisas que ela não mostra pra ninguém, que ela esconde e não conta. mas deu tudo errado. como eu queria que essa viagem não tivesse acontecido, e tudo fosse se dissolvendo aos poucos para que eu pudesse sentir o não querer, a rejeição, esse gosto amargo da indiferença.
_ pára de ficar procurando aonde você errou.
_ não tô procurando.
_ tá sim! fica igual um detetive juntando fatos, relembrando acontecimentos, procurando evidências, onde você poderia ter sido diferente, e o que aconteceu quando ela simplesmente não quis mais. pára de ficar pensando, bem no fundo, que a culpa pode ser sua, fazendo força pra não acreditar que ela é essa, me desculpe a franqueza, filha da puta que ela está sendo com você!
_ cara... eu concordo com tudo isso! mas daqui a dez minutos posso discordar novamente. Há uma imensidão entre o que eu quero e o que eu tenho que fazer. saber o que ela quer me ajudaria muito.
_ ela não te quer! é nisso que você tem que acreditar. se ela fala que “tem que ser assim”, é mais uma prova da pessoa covarde que ela é! tem que ser assim uma pinóia! foi assim porque ela quis, e querer terminar não é o fim do mundo, é só mais uma escolha feita no planeta! Thalita, relacionamentos acabam num telefonema do mesmo jeito que começam numa troca de sorrisos, você sabe disso mais que ninguém! (desculpe a franqueza novamente).
_ eu sei disso tudo. eu só queria entender porque me custou tão caro uma coisa que não durou nada. Pra mim vale a pena quando as pessoas ficam melhores, acrescentam alguma coisa por causa de um relacionamento. Pra ela não fez diferença alguma! Fogo de palha, amor de verão, pequenos surtos que fazem bem de vez em quando.
Eu perdi muita coisa por causa dela. Mas coisas que, por serem minhas, não saíram de mim. E cara... eu ia jogar minha vida pro alto por causa de alguém que nunca viu Forrest Gump!
_ hahaha é thalita! Inacreditável!
_ hahaha tô brincando. Todo mundo sabe que eu pouco me importava se ela tinha assistido Forrest Gump ou se ela não sabia qual é meu filme do Almodóvar preferido.
_ esse é o problema. ela sabe coisa demais, inclusive que vc teria emburrecido por ela! como emburreceu, porque francamente: vc é uma pessoa muito inteligente pra ficar sofrendo por alguém.
_ essas coisas a gente não escolhe, cara.
_ aliás, qual seu filme do Almodóvar preferido?
_ Tudo Sobre mi Madre. é genial! Por mais que ela procure em sua vida as respostas que o filho queria, por mais que ela volte ao seu passado e mastigue novamente tudo aquilo que ela quis esquecer o gosto, por mais que ela passe por cima de seu orgulho e se lembre da pessoa que era, não adianta: seu filho já morreu, sem saciar sua curiosidade sobre a vida de sua mãe. Tem coisa que não adianta fazer depois.
_ viu? você sabe o que tem que fazer, thalita. não adianta fazer mais nada.
_ cara, se ela me ignorasse, me esquecesse, se eu parasse de ver, de pensar nela... amanhã eu tava feliz e sem olheira!
_ alô, brasil! ela não te quer mais!!
_ velho, que não queira! então pára de ler meu blog, pára de indireta, pára de ter que mostrar pro mundo inteiro que não me quer mais, pára com essa necessidade de me tratar mal para afirmar sabe-se lá o que dentro daquela cabeça, pára de falar comigo como se eu não tivesse feito nenhuma diferença na vida dela, pára de mostrar pro mundo inteiro que eu não incomodo, como se incomodasse o fato das pessoas não saberem disso! pára com essa mania de mostrar que tá feliz da vida, como se não tivesse que beber toda semana, como se conseguisse ficar em casa sozinha com os próprios pensamentos, tranqüila com o que eles têm a dizer. pára de se apoiar nas pessoas, como se elas precisassem notar sua felicidade instantânea. não me quer, paciência e o problema é meu! mas pára de me lembrar isso toda hora!
_ vai ver ela ta fazendo isso pra você ter raiva dela, pra te ajudar a esquecer.
_ não consigo ter raiva de quem eu gosto, ela sabe disso.
_ isso deve irritar muito.
_ o que?
_ você, cara. você irrita muito. É a pessoa mais mal-humorada do mundo, adora reclamar, é teimosa, chata, mas tem um coração gigante, não consegue nem ter raiva de alguém que só tá te fazendo mal. tudo bem que tá sendo um pouco trouxa, mas numa boa, thalita! quem tá perdendo é ela!
não era ela mesmo que falava que morria de orgulho de ter você na vida dela, alguém foda, inteligente, simpática e que de quebra tinha o sorriso mais bonito do mundo? então, filha... sinto muito, mas igual a você ela não consegue mais não.
_ é. isso é verdade.
_ cara... vira a página e vamo embora! e dá um jeito de trabalhar menos, hein? aí, ta se acabando no trabalho e no cigarro, tem que parar.
_ capaz d’eu parar de fumar numa hora dessas!
_ investe mais nas coisas que você gosta. sei lá, você ainda pode fazer umas matérias na universidade, é uma boa hora pra fotografia.
_ comprei dois livros hoje.
_ boa. gastar é sempre terapêutico. quais?
_ felicidade clandestina, da clarice. E um de crônicas da martha medeiros, tô doida pra ler.
_ bacana. aqui, vamo embora?
_ vamo, quero fazer umas coisas na rua.
_ vou com você.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

vccafeecigarro.blogspot.com

"Pô, me deixa... me larga na rua, me deixa beber, não me deixa dormir. Não me deixa ser certinha, não me deixa segurar o riso e nem as lágrimas. Não me deixa esperando, não me intimida que eu parto pra cima. Me deixa falar o que eu penso, mesmo estando errada.Me deixa dar para quem eu quiser, a hora que for, do jeito que for. Me deixa ver tudo e todos. Me tira o senso de maturidade. Me deixa de novo ser louca e deliciosamente imbecil. Me deixa achar que tenho razão e que a verdade é propriedade minha. E deixa, por esses dias, achar que entendo alguma coisa da vida. Ou não, que não entendo nada e que só vim passear a minha covardia.Me deixa acreditar no amor de novo , mesmo que ele foda com a minha vida sempre. Me deixa achar que ainda tenho chance de ser feliz do jeito que eu quero, não do jeito que esperam que eu seja.Me deixa andar sozinha pelas ruas sem ninguém pensar se estou esperando alguém ou se estou infeliz. Esquece que estou aqui, esquece a minha função. Explode o mundo por mim e colore o universo que criei dentro de mim. Dorme comigo até as 5h da tarde. Não me deixa mais escrever sobre você e afasta de mim a idéia de poder ser alguém completo com você, e só com você. Me deixa inventar histórias em paz, me deixa emprestar à minha vida fútil um pouco de encantamento, de ilusão. Me deixa ser assim, 365 dias por ano, vivendo meu personagem secundário. Me deixa viver cada segundo de barulho, de caos, de preguiça, de lugares fechados, de música, de calor e sol, de chuva e quietude. De verdades e mentiras. De vida todo dia."

sábado, 25 de julho de 2009

Desnecessária explicação

Que importa a melodia,
se acaso aos outros dou,
com pávida alegria,
o pouco que me sou?
.
Que importa ao que me sabe
estar só no meu caminho,
se dentro de mim cabe
a glória de ir sozinho?
.
Que importa a vã ternura
das horas magoadas,
se ao meu redor perdura
o eco das passadas?
.
Que importa a solidão
e o não saber onde ir,
se tudo, ao coração,
nos fala de partir?
(de Daniel Filipe)
.
Eu não te conheço, Daniel Filipe.
Vi isso aí no perfil de uma foto bonitinha. Belos avatares sempre me chamaram atenção.
Mas olha... acendi um cigarro lendo o que você escreve, rapaz!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

ironia

"_ E ela?
_ Ela? É doida, né? Normal. Fica irritada e me chama de "meu amor". Ri com vontade de chorar de saudade. Me confunde em coisas que eu jurava que tinha certeza. Mas gosta de mim, eu acho. Nesses casos a gente tem que acreditar em alguma coisa e seguir em frente.
_ Nesses casos?
_ É, nesses casos que a gente não tem certeza de nada.
_ Mas as pessoas nunca têm certeza das coisas.
_ Bom, as pessoas eu não sei. Eu tinha certeza do que ia acontecer se eu deixasse acontecer na época. E deu no que deu.
_ E deu certo?
_ Duas pessoas que se gostam tentando ficar juntas é certo?
_ E se der errado? Vocês mal se conhecem.
_ Aí paciência. Você sabe como as coisas funcionam quando eu cismo com alguma coisa.
_ Tenho medo de você sofrer...
_ É ...
_ A gente sabe bem no "certo" que deu na última vez que você ficou assim.
_ Mas é bem diferente agora, você não acha?
_ É, a diferença é que você tá feliz.
_ Não, a diferença é que é tudo diferente.
_ Será?
_ É sim.
_ Então tá jóia. "

como eu consigo me surpreender com coisas que já aconteceram!
se houvesse um diálogo desses hoje, eu acrescentaria:
_ É tudo diferente porque uma vez fiquei mal porque não mentiam pra mim. Desta vez foi diferente porque eu não sei ao certo o que foi verdade.
Agora paciência.

terça-feira, 21 de julho de 2009

madrugada maldita

querida marrie, sinto saudades.
de te ter por perto, dos seus carinhos e beijinhos sem ter sim.
de abrir aquele sorriso de expectativa toda vez que o celular vibra com “mensagem recebida”, mesmo tendo certeza de que a mensagem era sua, porque “só você me manda mensagens, amor!”.
te espiar de costas, amarrando o cabelo e deixando uns cachos caírem, ao se preparar pra mais uma infinita noite de trabalho! Como a manhã demorava a chegar para que eu pudesse finalmente te abraçar, me deliciar com o atraso do ônibus e fazer as contas dos dias que já faltavam para te ver novamente!
de te olhar e desviar o olhar, ainda tímido, com vergonha do seu olhar que correspondia e gelava minha barriga! E quantos sorrisos bobos eu dei porque seu olhar desviava com vergonha também!
de poder te olhar sem o receio da sua aprovação, sem você perguntar o que eu tô olhando.
de ficar contando dias enquanto você não chegava. E os minutos pra tomar uma cerveja às 7h na pista.
daquela sensação de não saber o que fazer na segunda vez que te vi, a vontade de ver, a concentração que só você tira até hoje, e tudo mais que era abraço atrás de suspiro, era quando a gente não precisava falar nada.
eu nunca soube muito bem o que fazer com você, e já não há nada a fazer.
“me esquece” foi a coisa mais precisa que eu já pude ouvir de alguém que insiste em não saber o que quer.
eu sinto saudade daqueles dias que custavam a passar na faculdade, consumindo meu tempo, meu sono, meu sossego, e nada melhor no mundo do que uma ligação no meio do dia, para me convencer que era amor demais. E tantas vezes eu lutei para não acreditar!
é estranho, porque é como se eu tivesse saudade somente do que eu sentia por sua causa. não sinto saudade de você. Você não fazia tanta questão de estar presente, sempre acreditou que uma não fazia parte da vida da outra, porque “presença, pele e cheiro são importantes!”
eu sinto saudade dessa falta de ar que eu sentia toda vez que você parava de me beijar e me olhava de um jeito que é até pecado esquecer!
sinto saudade do aperto bom que dava toda vez que você sussurrava no telefone falando que nem imaginava mais sua vida sem mim, e como eu torcia pra isso ser verdade, porque ainda não sei lidar com sua ausência a cada momento que eu lembro que é melhor não ligar, é melhor não procurar pra conversar, é melhor não procurar notícias, é melhor assim, “tem que ser assim”.
sinto saudade da auto-estima lá em cima porque havia alguém que amava... o meu pé!
sinto saudade de te ver sorrir de perto. E me ver sorrir também.
como eu vou parar de reclamar se a saudade só reclama na minha cabeça?
como esqueço alguém que ainda quero por perto?
eu tava atrás do desapego até você chegar. Não queria mais desespero, nem magoar mais ninguém.
e não sei porque ainda me preocupo tanto em não te magoar.
o amor é filme. Dá fim em histórias que a gente nunca pensou que pudessem acontecer.
uma grande bobagem.
me diga, vai ser sempre assim?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

cadê?

quiçá as histórias de amor não mudem mesmo, só os personagens que são outros. às vezes nem isso, só ocupam diferentes posições. desta vez.
vai ver paixão não é só isso tudo mesmo o que tem aqui dentro.
essa vontade de ver o tempo todo, de querer por perto e pra sempre, de ter raiva quando aparece uma lembrança boa e um sorriso escapole pra tirar a ruga da testa, mesmo se a tristeza não conseguir ir embora.
toda essa lealdade que por vezes questiono se vale a pena, toda essa vontade que todos, fora do meu lugar, afirmam que é em vão, toda essa distância que serviu como desculpa, todo o sentimento que virou roupa velha: o apego que faz guardar, e a velha sensação de que ainda pode servir pra alguma coisa, por isso não tem problema se continuar ocupando espaço na gaveta.
não quero desculpa, não quero pena, nem quero culpa.
quero toda a sinceridade que um dia eu encontrei entre uma lágrima e outra que saía do teu olhar, quando dizia que me ama, e que tudo valia a pena passar se um abraço fosse a recompensa dos dias sem ver.
eu também não vivo sem presença. sem tudo o que eu vi brotar a cada pulo do teu coração, que eu sentia sob a roupa e tua pele, em mim... que eu sempre senti, em menos de cinco minutos, no máximo três.
e entre um olhar desconfiado e outro, entre as taças que insistem em quebrar, eu ainda sinto.
quanto mais vai demorar pra alcançar você?
as cores, as praças, as praias, as velhas manias clichês, os joguetes, os pulos e as fotos. paixão faz a gente cair nisso tudo. até você, tentando acreditar entre uma coisa e outra, tentando buscar uma explicação que só você pode dar.
não é que você incomode. o que me incomoda, e revolta, é que todas as suas respostas vão te levar a mim, você sabe disso. e, logo por isso, você prefere o vago, o nulo, o que não faz sentido.
o tempo vai trazer tudo isso, e eu vou continuar aqui.
as respostas virão, e fico triste porque sei que vontade é uma coisa que passa.
o que me consola, e também me atormenta a todo momento, é saber que eu não vou deixar de tentar enquanto houver vontade, enquanto eu tiver um nariz e amor pra te dar.
"Enfim [469].... te amo."

sexta-feira, 10 de julho de 2009

apenas o fim

"_você nunca teve a sensação de que se você não mudar sua vida de vez você explode?"

"_ eu acho que nosso amor foi meio que só nosso, sabe? só tipo... o número 1 só que sem picles."

"_ podia ser um pouquinho menos complicado, né? o que você acha?
_ você acha que você gostaria de mim se não fosse tão complicado?
_ acho que sim. mas você foi feliz comigo, de verdade?
_ não.
_ não? tá, mas você acha que pelo menos você vai ser feliz nesse lugar que você tá indo agora?
_ não.
_ então por que você não fica?"

"_ parece que se tudo terminasse hoje, nós seríamos apenas dois descnhecidos que dividiram a mesma cama."

http://www.youtube.com/watch?v=BL1k0TNSGMs&NR=1

por que será que todas as histórias de amor têm um pouco da nossa quando a nossa acaba?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

oposição

ela quer uma vida normal.
eu sempre me contentei em querer apenas uma feliz.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

intervalo

_ a pior parte é a melhor parte.
_ é. tem hora que dá tanta raiva que eu prefiro nem lembrar.
_ excluir foto, mudar a rotina, lembrar da parte boa...
_ cara, apagar 131 mensagens do celular, coisa banal, ridícula... porra! doeu, tá? rs
_ eu deletei todas as fotos na época.
_ e o que me dá mais raiva é que tem mensagem que ainda falta coragem pra apagar. uma ou outra eu escondi, até de mim, na caixa de entrada.
_ eu guardei uma foto, não consegui apagar.
_ hahaha viu? derrota!
_ mas eu não vou mentir, ela já tinha me contado.
_ no coquetel?
_ não, essa semana.
_ aquela viagem foi um erro.
_ te falo que pra mim não é novidade.
_ e não foi por falta de aviso.
_ mas a gente nunca ouve, né? não tem jeito, não se culpe por isso. meus amigos odiavam minha ex-namorada.
_ é, do jeito que foi, meus amigos também não gostam dela nenhum um pouco.
_ não é novidade, mas agora eu fiquei puto. primeiro ela magoa uma amiga minha, agora ela magoa outra amiga minha.
_ eu não quero ninguém gostando nem desgostando dessa história. porque gostando deve ter bastante gente.
_ não duvido que daqui um mês ela tá com o ex-namorado.
_ já cansei de pensar nisso. ou com outra pessoa.
_ sabe por que? ela vai ficar carente.
_ pra mim vai ser bom. mais um motivo pra eu não admirar, eu tô precisando de umas coisas assim.
_ por que, tá foda?
_ tá. tinha esquecido como era.
_ ah, mas passa também.
_ eu sei que passa, isso que é triste. vai passar e eu vou achar graça.
_ mas que dá uma puta preguiça de começar de novo, isso dá.
_ não quero começar nada com ninguém durante um bom tempo.
_ e se aparecer alguém?
_ sempre aparece. se eu deixar, aparece amanhã até, sexta-feira rs. detesto ficar sozinha, mas vai ser aquela coisa de ir embora antes do dia amanhecer e não ficar pro café.
_ pelo menos a gente não sofre quando é assim.
_ sofre sim! babacas também sofrem por amor.
_ eu só queria saber se você tá bem, preciso ir.
_ é, eu também. trabalhar é melhor que tá tendo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

fim de período.

eu encontrei os melhores presentes que a vida poderia me dar na faculdade. e não tem amor, relacionamento, casamento, distância, paixão, nada que consiga fazer cosquinha nisso. porque no fim das contas, é só isso mesmo que importa, que vale a pena se importar.

Júlia diz:
thalita, na hora que alguem for boa pra você, você vai saber.
talvez é porque você mereça.
Júlia diz:
eu nunca achei q encontraria alguém melhor que o gustavo, ele era minha versão masculina.
Júlia diz:
mas poxa, valia a pena sofrer a distância e o mau tempo?
Júlia diz:
aí, de repente, num baile de formatura, o david me joga uma flor na cabeça, pra eu ver que ele tava lá.
Júlia diz:
SÓ ISSO.
Júlia diz:
e mesmo sabendo que eu voltaria pra Noronha ele insistiu.
Júlia diz:
ligou, me procurou
Júlia diz:
e quis conhecer meus amigos. se preocupou em gostar de quem gosta e é importante pra mim.
Júlia diz:
e ele é bom pra mim
Júlia diz:
assim como milhões de outros poderiam ter sido bons, mas no momento foram ruins
Júlia diz:
ou fizeram coisas ruins.
Júlia diz:
que me fizeram crer que eu merecia coisa melhor.
Júlia diz:
você merece uma mulher cheia de ataques, com uma mãe surtando, longe de você, numa cidade cheia de gente feia?
Júlia diz:
É CAPAZ NÉ THALITA?!
Júlia diz:
acredite thali, não é porque você não foi boa com um monte e que essa não foi boa com você que você não vai ter mais ninguém bom na sua vida. não tente justificar os erros.
Júlia diz:
acabou, pronto.
_ thalita diz:
é.
Júlia diz:
chora suas lágrimas
Júlia diz:
come suas porcarias
Júlia diz:
desabafa
Júlia diz:
e recomeça
Júlia diz:
se alguma coisa termina é pra começar outra.
_ thalita diz:
é foda... me esforcei demais pra uma coisa que eu queria realmente que desse certo.
_ thalita diz:
pra isso?
Júlia diz:
e seu esforço só serviu para mostrar pra você mesma que você é capaz de se esforçar para um relacionamento, quando você quer.
_ thalita diz:
por que seus conselhos sempre parecem esporros de mãe? rsrs
_ thalita diz:
eu leio e fico caladinha.
Júlia diz:
hahahahahahaha
acho que não é porque eles parecem esporro de mãe, acho que eh porque você concorda.