terça-feira, 23 de junho de 2009

fim de carreira

Há quatro anos atrás eu prezava muito pela tranqüilidade da minha família, queria dar um rumo na carreira profissional, ou pelo menos descobrir que ela existia em um lugar concreto, e ter os amigos por perto.

A família... vai bem, obrigada. O tempo não consegue muito bem reunir todos em uma só época, mas os poucos encontros servem para mostrar que muita coisa mudou. Entre os irmãos, vimos que a maturidade moldou as diferenças, e cabe a cada um amar o irmão do jeito que ele é. A prática ainda não atingiu a perfeição, mas um dia chegaremos lá!

A carreira profissional... tá indo. A vida de garçonete traz inusitados dias de trabalho a cada noite, e se a vida já mudava de um dia pro outro quando a preocupação era estudar e entrar na faculdade, imagina agora que tudo se mistura entre a faculdade, a monografia, o emprego, o aluguel pra pagar, a casa pra morar, a mudança do emprego, a vida inteira que, de repente, tô construindo sem ver.

Os amigos... se foram pra longe e deixaram de existir, eram porque nem amigos eram. Nos últimos anos, a vida me apresentou pessoas que me ensinaram que amigo é amigo em qualquer lugar, em qualquer situação, porque essa coisa de ser imparcial nunca existiu muito bem entre a gente. Nós defendemos, ajudamos, protegemos e somos passionais o suficiente para nos incormodarmos com todo e qualquer problema de um amigo, ainda que você ache errada metade das coisas que ele faz e aponte o dedo na cara dele, com voz de mãe, falando pra criar juízo (e dividindo uma cerveja com ele depois).

Cumprir os objetivos deixa a gente meio perdido porque esse gostinho de nostalgia boa é a prova de que eu consegui, e que está na hora de organizar as idéias a fim de alinhar as novas pretensões.

E o medo aparece porque muita coisa eu já não quero mais.

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