Há quatro anos atrás eu prezava muito pela tranqüilidade da minha família, queria dar um rumo na carreira profissional, ou pelo menos descobrir que ela existia em um lugar concreto, e ter os amigos por perto.
A família... vai bem, obrigada. O tempo não consegue muito bem reunir todos em uma só época, mas os poucos encontros servem para mostrar que muita coisa mudou. Entre os irmãos, vimos que a maturidade moldou as diferenças, e cabe a cada um amar o irmão do jeito que ele é. A prática ainda não atingiu a perfeição, mas um dia chegaremos lá!
A carreira profissional... tá indo. A vida de garçonete traz inusitados dias de trabalho a cada noite, e se a vida já mudava de um dia pro outro quando a preocupação era estudar e entrar na faculdade, imagina agora que tudo se mistura entre a faculdade, a monografia, o emprego, o aluguel pra pagar, a casa pra morar, a mudança do emprego, a vida inteira que, de repente, tô construindo sem ver.
Os amigos... se foram pra longe e deixaram de existir, eram porque nem amigos eram. Nos últimos anos, a vida me apresentou pessoas que me ensinaram que amigo é amigo em qualquer lugar, em qualquer situação, porque essa coisa de ser imparcial nunca existiu muito bem entre a gente. Nós defendemos, ajudamos, protegemos e somos passionais o suficiente para nos incormodarmos com todo e qualquer problema de um amigo, ainda que você ache errada metade das coisas que ele faz e aponte o dedo na cara dele, com voz de mãe, falando pra criar juízo (e dividindo uma cerveja com ele depois).
Cumprir os objetivos deixa a gente meio perdido porque esse gostinho de nostalgia boa é a prova de que eu consegui, e que está na hora de organizar as idéias a fim de alinhar as novas pretensões.
E o medo aparece porque muita coisa eu já não quero mais.
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