quinta-feira, 30 de outubro de 2008

primeiro episódio da última temporada

É chegada a hora de se debruçar na nostalgia e agonia de passar seis meses pensando, escrevendo e vivendo um só assunto...tudo para provar que você está pronto para abandonar a vida acadêmica, que por diversas vezes você (eu mesmo) levou com a barriga que só crescia à base de cerveja e macarrão.

Fato! Estou generalizando! Vez ou outra o macarrão era trocado por um pão dormido torrado na (santa amada e companheira!) misteira, que viria acompanhado com requeijão (quase o mesmo gosto durante anos, poleguinho de cheddar é o preferido, e bem em conta!) e leite (integral de caixinha, isso eu nunca abri mão!) com Toddy (faça uma pesquisa e veja que a maioria das crianças que tomaram Nescau durante a infância foram viciados em Toddy durante a faculdade. Nescau só quando você vai visitar sua mãe. Mas como a sua casa passou a ser uma confeitaria de coisas gostosas nos feriados em que você, finalmente, foi para sua cidade natal, o Nescau nem enche seus olhos mais...)

Claro, estou exagerando! Nem sempre se leva a faculdade com a barriga! Final de período é ótimo para você estudar tudo o que você não estudou durante seis meses, procurar uma prima de uma colega da sua sala que é enfermeira e pode arrumar um atestado para abonar as faltas da semana daquela festa na cidade universitária vizinha, ainda virar noites estudando para provas e terminando projetos, numa produção em série de hay ban's naturais (olheiras!).

E o pior disso tudo não é o varal pequeno que não pega sol na área da lavanderia da república que você divide com mais 4 meninas que têm tantas calcinhas quando a sua mãe teve durante a vida inteira!

O pior é saber que você vai sentir falta das noites mal dormidas (por que tinha prova? Nada!) por causa daquela festa de 21 horas que você, na volta, aproveitou pra passar na padaria...e tomar café da tarde!

Vai sentir falta de todas as suas amigas que você vê todos os dias há 4 anos entrando na TPM junto com você, com a mesma prova marcada no dia seguinte e ... claro !!!! Nenhuma delas nem pegou na matéria ainda, como você !

Vai sentir falta daquele almoço pesado onde colocavam maizena e sonífero no arroz carnavalesco (em blocos e com coisas coloridas!), pra você se sentir cheio e lesado durante o resto da tarde, nas 4 horas que você tinha que cumprir na bolsa de iniciação científica com o louco do seu professor de Antropologia! E, pasme! Você também vai sentir falta dele!

Mais nostálgico que isso nem é a monografia, é sentar na cantina pra fumar aquele velho cigarro do intervalo e perceber que você não conhece mais ninguém! Aquele maluco que subia na árvore e tocava guitarra imaginária, foi jubilado! Aquele grupo de oração que vivia cantando numa sala ou outra durante o almoço, sumiu! Aquele pessoal maluco da História que fazia História da Arte comigo, toda segunda-feira da UMA DA TARDE até as SETE DA NOITE, acho que a maioria já formou! Aí você vai comprar uma balinha, pra tirar o cheiro do cigarro da boca, e o velhinho do caixa ainda vira pra você "puxa, você sumiu, como tá ? curso tá acabando também, já já você nem aparece mais."

¬¬

É! Tá acabando! Do Turismo, aprende-se muito sobre os serviços de uma camareira, um alfabeto maluco que se usa em agências de Turismo, e eu tenho uma leve desconfiança que fazer o curso é andar meio caminho para a vida de garçonete! Mas não contem isso para os calouros !! Que graça ia ter descobrir no primeiro período que a faculdade não é aquilo que eles pensam que é ?!

Começa agora a monografia, o texto de 600 caracteres onde devo agradecer aos meus pais, pelo amor incondicional, aos meus irmãos, pelo apoio...sempre! aos queridos amigos jorgeta, ju, rê, lily, dani, sil, julipanda (apelidos para economizar os caracteres), por terem tornado os anos da faculdade os melhores da vida de cada, aos mestres ( .... ? ), ao fulano de tal que sempre foi uma mãe pra mim, ao meu cachorro que sempre me ouviu, fulana (sem referencial pra você pensar se é a namorada, a ex, o rolo que durou a faculdade inteira, ou é simplesmente a babá que cuidou de você até os 12 anos. enfim, um nome sem referencial sempre causa impacto.) e a todo mundo que me ajudou a realizar este sonho ( ... ?).

Começa agora tudo o que a gente deve fazer para terminar mais um tijolinho da nossa vida, encher mamãe de orgulho, bater muita foto igual e escolher uma só, alugar uma beca de R$ 600,00, e pagar a filmagem do baile porque, com certeza, ou você vai chorar o tempo todo, ou você vai beber tanto que só vendo o vídeo depois !!! (opte pela segunda opção!)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

trecho

é realmente impressionante ver, sentir, coisas dando certo.
café tem sempre um cheiro e um "c" de confusão. são copos, cervejas e coreografias, no meio a cachaças, camilas, cláudias anas e kauanas. é com k,eu sei. "ow, você encontrou a pessoa certa."

"é, com ela é diferente".
para quem me conhece há pouco tempo e ainda não se acostumou com a confusão, até que as impressõessões são boas: franzem as sobrancelhas por de trás dos óculos e na frente dos meus olhos se indagam: "é tranquilo pra você isso aí, na sua frente? como dá tão certo, me ensina?!"
as coisas acontecem do jeito que tem que acontecer. e ainda que não tivesse sido diferente, eu nunca me confudi. nem hoje, quando digo que "hoje é tranquilo, mas só é porque eu quis."



(porque eu butuco mesmo e acho digno guardar o que acho graça.)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

fidelidade

_ tão falando que o Calton vai sair de linha, procede?
_ que esso! paro de fumar.
_ duvido!
_ é, mentira.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

sobre os dias

Outubro é sempre um tanto peculiar.
Parece que temos esses 31 dias entre librianos e escorpianos antes dos dias da bruxas para nos prepararmos pr'aquela coisa toda de final de ano.
novembro não conta porque novembro voa, mais que todos os outros. eu só sei que novembro existe porque meu irmão adora lembrar que nasceu no dia mundial da cultural, no cinco.
(mas esse ano tem Bloc Party, em novembro, no Rio que eu nunca esqueço e sinto saudades.)

ano passado eu fiquei com outubro na cabeça um tempão, tudo por causa daquele doze, daquele ouro preto. passaram os trinta e um dias, passou o dia das bruxas, o dia dos finados no qual eu acharia digno se houvesse uma festa pros mortos (sempre tive uma visão muito distorcida da morte, isso é um assunto de horas. tatuei uma na perna, aquele bonequinho, e acho a tatuagem mais bonita que tenho, ao contrário de todo mundo, todo mundo! enfim...eu sempre encerro o assunto com uma grosseria do tipo "ainda bem que é minha".).
pelo 'acaso', aquele que gostamos de falar que não existe numa frase clichê, aquele gosto de doze voltou agorinha, quase no final de setembro, enchendo o mês de nostalgia.

saudades mesmo, dona buarque! lembro sempre da senhorita quando elogiam meu sorriso. lembranças minhas à belo horizonte e ao seu apaixonante tango na europa, essa coisa toda de se apaixonar pela confusão que você tem como eu. enquanto você não vinha, o verão me rendeu tanta coisa, que, lógico, não durou só o verão, ultrapassou um pouco, pegou o outono, eu deixei cair todas as folhas e me recolhi no inverno, hoje só tenho alegrias sobre tudo o que ainda se passou e ficou.

tenho uma mania incrível de me sentir bem com certas pessoas. e se isso torna-se insuportável para alguém, me desculpe! é indispensável para a recuperação de exaustivos fins de semana de trabalho, tensões pré mentruais, tensões pré mudanças de casa, pré verão novamente, pré não saber o que fazer sobre relacionamentos que envolvem amor.
neste outubro, o primeiro domingo me trouxe a tranquilidade que pensei tanto em desistir de procurar algumas vezes. encontrei, ironicamente, em alguém tão parecido comigo que às vezes é difícil acreditar, e em outras coisas que ela trouxe para mim, nas quais hoje eu faço parte (também).
temos nossas diferenças, em seus relacionamentos eu sempre enxergo coisas que ela já deveria saber.
mas todo meu mérito sobre amor, e simplesmente amor sem muito dos padrões que os relacionamentos nos impõe, é total responsabilidade de alguém que um dia ainda irei apresentar.

chico, meu querido chico, que tanto dizia que era meu, penso em você todos os dias, na liberdade que tanto procuro quando me relaciono com as pessoas, nesse amor mais puro que a gente tanto tenta colocar em prática, ou pelo menos compartilhar com pessoas que nunca tiveram a chance de enxergar a beleza disso. somos um do outro daquele jeito que a gente fazia questão de não entender.

teremos sempre um domingo quando não pudermos rir numa segunda-feira.
outubro é um mês muito meu. conheci muita menina de outubro, muita libriana que me ensinou a sonhar mais. e outra que, sem querer, e não sei e já não quero saber, fez-me me enganar pensando que não amor era amor.

carolina, menina bela, você foi a única coisa inacabada da minha vida, mas não foi a única que me fez sofrer. sinto saudades porque depois daquela época eu nunca mais passei alguma madrugada ao telefone.

hoje completo quatro meses com alguém que, em janeiro, não adivinhei namorar em junho. meses com "jota's" foram deveras conturbados. passaram.
outubro sempre me deixa assim, com vontade de grandes textos para tudo que é grande aqui dentro.

nina, minha próxima aniversariante, lembro de você em muitas músicas do camelo, na alegria, na doçura, nessa tentativa de ser e confundir que ele tem. a gente não esquece, mas é difícil imaginar ... o camelo, sem o resto da banda.

um abraço de minas, para outubro.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

outro post

menina.